CFSD PMERJ
Estrutura da prova

Prova PMERJ 2026: como é, quantas questões tem e o corte

Por Marcelo Fernandes. Editado e revisado em 17 de agosto de 2026.
Prova PMERJ: 50 questoes, 4 horas de duracao, o corte de 60 por cento e as regras do dia da prova
O edital de 2026 ainda não saiu. Por isso, tudo o que está nesta página vem do edital do concurso anterior, o documento que descreve a prova por inteiro.

A prova PMERJ do concurso de Soldado tem 50 questões de múltipla escolha, com cinco alternativas cada, e dura 4 horas. Portanto, passa quem faz 60% dos pontos, ou seja, 30 acertos, sem zerar nenhuma das cinco disciplinas. Além disso, quem é aprovado ainda faz uma redação em outro dia, que vale 20% da nota final.

Como é a prova da PMERJ, em números

É uma prova curta em questões e longa em tempo.

Conforme o edital do último concurso de Soldado, a prova escrita objetiva tem caráter eliminatório e classificatório, isto é, ela corta quem não atinge o mínimo e ainda ordena quem passou. Ademais, cada questão traz cinco alternativas, com apenas uma correta, e vale 2,0 pontos.

Assim, são 50 questões divididas igualmente entre cinco disciplinas, o que fecha 100 pontos no total:

Disciplina Questões Pontos
Língua Portuguesa 10 20,0
Matemática Básica 10 20,0
Noções de Direitos Humanos 10 20,0
Direito Administrativo e Legislação da PMERJ 10 20,0
Direito Penal e Processual Penal 10 20,0
Total 50 100,0

De fato, o desenho tem uma consequência prática que quase ninguém percebe: nenhuma disciplina vale mais que a outra. Logo, uma questão de Matemática Básica derruba tanto quanto uma de Direito Penal, e estudar só o que se gosta custa caro.

Se quiser ver o que cada uma dessas cinco disciplinas cobra por dentro, o conteúdo sobre o que cai na prova da PMERJ abre o programa item por item.

Antes do conteúdo, porém, vem uma variável que decide muita coisa no dia: o relógio.

Quanto tempo dura a prova da PMERJ

São 4 horas para 50 questões, mas o dia começa bem antes disso.

Conforme o edital anterior, a prova objetiva tem 4 horas de duração e a redação, aplicada em outro dia, tem 3 horas. Além disso, as duas foram marcadas para o turno vespertino, com os portões fechando às 12h30 pelo horário de Brasília e a prova começando 30 minutos depois.

Por isso, o edital recomendava chegar com pelo menos uma hora de antecedência em relação ao fechamento dos portões. Afinal, depois que eles fecham não entra ninguém, ainda que a prova nem tenha começado.

As duas horas travadas

Ninguém sai da sala antes de 2 horas de prova, e quem sai antes disso é eliminado. Ademais, o caderno de questões só pode ser levado embora por quem deixa a sala nos 30 minutos finais.

Em outras palavras, o tempo útil de quem quer levar o caderno para conferir o gabarito depois é de 3h30, e não de 4h. Portanto, treinar com cronômetro em casa deixa de ser detalhe e vira parte do preparo.

Sabendo quanto tempo há, falta saber quanto acerto o edital cobra.

Quantos acertos a prova da PMERJ exige

Sessenta por cento, e nem um ponto a menos.

Conforme o edital, é aprovado na prova objetiva quem obtém, ao mesmo tempo, no mínimo 60% dos pontos e nota diferente de zero em todas as disciplinas. Ou seja, como cada questão vale 2,0 pontos, os 60 pontos exigidos equivalem a 30 questões certas das 50.

Contudo, é a segunda condição que costuma pegar gente boa. Com efeito, ela não pede nota alta em cada matéria: basta acertar uma única questão de cada disciplina para não zerar.

A conta que elimina

Um candidato que acerta 38 questões, mas zera Matemática Básica, está eliminado, apesar de ter feito 76% da prova. Já quem acerta 30 bem distribuídas passa. Assim sendo, abandonar uma disciplina inteira é o erro mais caro do concurso.

Vale lembrar que esse é o corte de aprovação, e não a nota que garante vaga. De fato, a classificação depende do número de convocados, e o edital anterior chamava para a etapa seguinte até a 2.800ª colocação na ampla concorrência.

Passada a objetiva, começa a segunda prova escrita.

A redação é a segunda etapa da prova da PMERJ

Quem passa na objetiva ainda escreve.

Conforme o edital anterior, todos os aprovados na primeira etapa eram convocados para a prova discursiva, aplicada em dia distinto. Além disso, ela também é eliminatória e classificatória, e cobra um texto dissertativo de 25 a 30 linhas.

A correção vai de 0 a 100 pontos, e é reprovado quem fica abaixo de 50. Ademais, a banca avalia o atendimento ao tema e ao gênero pedido, o domínio da norma culta e os mecanismos de coesão e coerência.

Inclusive, há um detalhe operacional que já custou caro a candidato desatento: a folha é desidentificada pelo próprio candidato, que destaca o canhoto com os dados, e qualquer marca de identificação fora do lugar certo anula o texto.

Por outro lado, a regra da correção é generosa em um ponto: o edital determinava corrigir a redação de todos os que fizessem a segunda etapa, sem peneira prévia para entrar na correção.

Com as duas provas na mão, a banca finalmente calcula a nota.

Como sai a nota final da prova da PMERJ

As duas provas não pesam igual.

Conforme a fórmula do edital anterior, a nota final das duas primeiras etapas é NF = (objetiva × 0,8) + (redação × 0,2). Portanto, a prova de múltipla escolha responde por 80% da nota, e a redação, por 20%.

Por exemplo, um candidato com 70 pontos na objetiva e 60 na redação fica com 56 mais 12, ou seja, 68 pontos de nota final. Já quem faz 60 na objetiva e 90 na redação fica com 48 mais 18, isto é, 66 pontos, apesar de ter escrito bem melhor.

Dessa forma, a conta mostra onde o esforço rende mais: cada ponto ganho na objetiva vale quatro vezes o mesmo ponto na redação. Contudo, ficar abaixo de 50 na redação elimina, então ela não é opcional.

Por fim, quem não alcança o mínimo em qualquer uma das duas simplesmente não tem nota final, porque é considerado reprovado na etapa.

E, quando duas notas finais empatam, o edital tem uma ordem pronta para desempatar.

O desempate começa em Língua Portuguesa

Empate em concurso de 2.000 vagas é rotina, não exceção.

Por isso, o edital anterior trazia seis critérios sucessivos de desempate, aplicados nesta ordem:

Ordem Critério de desempate
Maior nota em Língua Portuguesa
Maior nota em Direito Administrativo e Legislação da PMERJ
Maior nota em Direito Penal e Processual Penal
Maior nota na redação
Ter exercido a função de jurado
Maior idade

Ou seja, três disciplinas viram critério de desempate, e Língua Portuguesa é a primeira delas. Assim, entre dois candidatos com a mesma nota, quem foi melhor em Português passa à frente, ainda que o outro tenha ido melhor em Matemática.

Isso muda a ordem de prioridade do estudo, sobretudo na reta final. De fato, Português deixa de ser apenas mais uma das cinco matérias e passa a funcionar como critério de vaga.

Definido o cálculo, resta o que costuma tirar candidato do jogo antes da primeira questão.

O que levar no dia da prova da PMERJ

Dois itens resolvem a entrada, e um deles reprova muita gente.

Conforme o edital anterior, o candidato precisa levar documento oficial de identidade original, com foto e em papel, além de caneta esferográfica de tinta azul ou preta, fabricada em material transparente. Ou seja, caneta de corpo colorido não serve.

Entretanto, a exigência que mais surpreende é a do documento. Com efeito, o edital veda expressamente a apresentação de CNH digital ou de qualquer identidade em meio eletrônico, justamente porque o celular fica lacrado durante a prova.

O documento que não vale

Não são aceitos CPF, título de eleitor, certidão de nascimento, carteira de estudante nem documento digital. Já a CNH em papel, com foto, vale como identidade.

Além disso, quem perdeu o documento precisa apresentar registro de ocorrência policial com no máximo 30 dias, e ainda passa por identificação especial, com coleta de digital e de assinatura.

Vale conferir também os requisitos de inscrição, porque documento e idade têm regras próprias. Nesse sentido, o conteúdo sobre a idade no concurso da PMERJ explica o que mudou depois do último edital.

Com o documento certo na mão, sobra o que não pode entrar na sala.

O que elimina o candidato dentro da sala

A lista é longa, e boa parte dela não tem nada a ver com estudo.

Conforme o edital anterior, o celular precisa ser desligado, com a bateria retirada e guardado no envelope lacrado fornecido pela banca. Ademais, o candidato é eliminado se o aparelho tocar, mesmo dentro do envelope, e se for pego com ele fora do envelope a caminho do banheiro.

Entretanto, o item que mais pega gente desavisada é outro: relógio de qualquer tipo é proibido, assim como boné, gorro, óculos escuros e qualquer acessório que cubra a orelha.

Além disso, o edital eliminava quem anotasse o próprio gabarito em papel avulso, quem se comunicasse com outro candidato e quem se recusasse a passar pelo detector de metais ou à coleta de digital.

Por isso, a orientação prática é simples: levar documento, caneta transparente e nada mais. Afinal, a banca não se responsabiliza por objeto perdido, e cada item extra é uma chance de eliminação por bobagem.

Resolvido o dia, fica a pergunta que todo mundo faz sobre o próximo concurso.

Quando será a prova da PMERJ 2026

Ainda não há data, e quem anuncia uma está inventando.

De fato, até 17 de agosto de 2026 o edital do novo concurso não foi publicado. Além disso, o Governo do Estado anunciou 2.000 vagas de Soldado, mas anúncio de vaga não fixa calendário de prova.

Conforme o comunicado da própria corporação, publicado em 6 de abril de 2026, o processo “encontra-se em fase de tramitação entre o Governo do Estado e a SEPM” e o edital “será devidamente publicado no Diário Oficial”. Portanto, data de prova só existe depois disso.

O que a data significa

A data da prova nasce junto com o edital, no mesmo documento que define banca, taxa e conteúdo programático. Logo, enquanto o edital não sai, qualquer calendário divulgado por terceiros é palpite.

O acompanhamento completo do que já é oficial está no conteúdo sobre o edital da PMERJ, com as fontes do governo.

Enquanto a data não sai, o formato descrito acima continua sendo a melhor referência de treino.

Como treinar para a prova da PMERJ

Treinar no formato certo vale mais que estudar solto.

Antes de tudo, vale simular a prova inteira com o relógio na mesa. Assim, o candidato descobre o próprio ritmo, que na PMERJ é de pouco menos de 5 minutos por questão, e aprende a distribuir o tempo entre as cinco disciplinas.

Em seguida, convém repetir a distribuição da prova no estudo: já que todas as disciplinas valem o mesmo, dividir a semana em cinco blocos evita chegar ao dia com uma matéria abandonada, que é a causa da eliminação por zero.

Além disso, resolver a prova aplicada em 2024 mostra o estilo de cobrança da banca melhor que qualquer resumo. Por isso, as provas anteriores da PMERJ estão disponíveis em PDF, com o gabarito definitivo.

Por fim, quem quiser conferir o documento original pode ler o edital consolidado na página da banca, de onde saíram todos os números desta página.

Perguntas frequentes

A prova da PMERJ tem quantas questões e quantas alternativas?

Conforme o edital anterior, são 50 questões de múltipla escolha, com cinco alternativas cada e apenas uma correta. Além disso, cada questão vale 2,0 pontos, o que fecha 100 pontos.

Quanto tempo dura a prova da PMERJ?

A prova objetiva dura 4 horas e a redação, aplicada em outro dia, dura 3 horas. Contudo, o candidato só pode deixar a sala após 2 horas, e só leva o caderno se sair nos 30 minutos finais.

Zerar uma disciplina elimina quem passou dos 60%?

Sim. De fato, o edital exigia as duas coisas ao mesmo tempo: no mínimo 60% dos pontos e nenhuma disciplina zerada. Portanto, basta uma matéria em branco para eliminar.

Pode levar relógio na prova da PMERJ?

Não. Conforme o edital anterior, relógio de qualquer tipo era proibido, assim como boné, gorro e óculos escuros. Ademais, o celular ficava lacrado em envelope durante toda a prova.

Quanto a redação vale na nota final?

Vale 20%. Assim, a nota final sai da fórmula que multiplica a objetiva por 0,8 e a redação por 0,2, o que dá 80% de peso à prova de múltipla escolha.

Já existe data para a prova da PMERJ 2026?

Não. Enquanto o edital não é publicado no Diário Oficial, não há data de prova definida, conforme o comunicado da própria corporação.

O próximo passo, se a farda for o seu plano

Em resumo: 50 questões, 4 horas, 30 acertos para passar, nenhuma disciplina zerada e uma redação que vale um quinto da nota. Dessa forma, quem entende o formato antes do edital chega na publicação treinando, e não descobrindo.

Justamente por isso, a apostila da KSERNA foi montada na mesma divisão da prova, com a teoria das cinco disciplinas e um caderno de questões para treinar no ritmo que o dia exige.

Ver a apostila completa

Por fim, se quiser ver como esse programa vira material de estudo, o conteúdo sobre a apostila de Soldado da PMERJ mostra o caminho, disciplina por disciplina.